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A cidade
de Itaporanga D’ajuda, localizada a
29 Km de Aracaju, com cerca de 30
mil habitantes comemorou os 152 anos
de Emancipação Política. São 152
anos de história de um município que
foi e continua sendo expressão no
cenário sergipano. É conferir. Tudo
teve início com a chegada do grupo
indígena liderado pelo cacique
Surubi que chegou com seu povo à
procura de melhores condições de
vida. Aqui aportando batizou o rio
que acompanhava o adensamento
florestal de Irapiranga que mais
tarde os portugueses rebatizaram de
Vaza-Barris. À localidade o
povo de Surubi chamou de Itaporanga que hoje
pode ser traduzido de Pedra -
Bonita. |
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Mas essa
localidade não durou pouco nas mãos
dos índios que aqui viviam. No
processo de Conquista do território
sergipano, em 1590. Não foi uma
entrega fácil, houve lutas,
resistências e mortes, com o
resultado final positivo para os
portugueses. O povo de surubi perdeu
suas terras para o povo português.
Assim que a localidade denominada
Itaporanga passou para o poder dos
portugueses foi parcelada em lotes
de terras, conhecidos por sesmarias,
para serem utilizados como fazendas
de criação de gado para atender as
capitanias da Bahia e de
Pernambuco. A localidade se
caracterizou como região criadora de
gado por quase dois séculos. Mais no
contexto desse período não se pode
dizer que havia povoação. O que se
podia notar era a sobrevivência da
região com a denominação de
Itaporanga como legado do povo
de Surubi. |
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A povoação
começou a surgir com a família de
sobrenome Sá Souto Maior com a
devoção a Nossa Senhora da Ajuda na
segunda metade do século XVIII. No
surgimento da economia da cana- de-
açúcar no vale do rio Vaza-Barris,
consta nos arquivos sergipanos que
os antepassados de Barnabé de Sá
Souto Maior, proprietário do Engenho
de nome coincidentemente Itaporanga,
reservou uma parcela de terra de
seiscentas braças para devoção a
imagem da Ajuda e distribui lotas de
terra para a população pobre que
sobrevivia na região. Essa população
mestiça anos após ano foi edificando
suas casas de taipa e dando
conformação de povoação à
localidade. |
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Ao passo
que a economia da cana ia se
desenvolvendo nas margens do
Vaza-Barris crescia também a
importância da povoação enquanto
núcleo populacional. A importância
da povoação ganhou notoriedade
econômico-social que em 30 de
Janeiro 1845 Itaporanga foi elevada
à categoria de freguesia. A
freguesia compreendia o espaço
espiritual da região ou a paróquia
como conhecemos hoje. Daí por diante
começou o processo de separação com
a cidade de São Cristóvão, uma vez
que Itaporanga não era uma região
independente. |
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Ao ser
admitida como freguesia e pela
importância econômica que possuía a
elite política percebeu que estava
na hora de reivindicar a
independência política para
Itaporanga. Reivindicaram, mas não
foi um processo fácil. Os
são critovenses não queriam a
separação. Não houve jeito, a
independência seria um processo
irreversível. |
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Nove anos
após ser reconhecida como freguesia
Itaporanga ganhou status de vila. Em
1854, a Assembléia Legislativa
Provincial reconheceu
definitivamente a independência
Política de Itaporanga, separando-a
de São Cristóvão.No século XX a vila
de Itaporanga sofreu mudanças em sua
denominação, passando ser chamada de
Irapiranga, nome primitivo do rio
Vaza-Barris. É que a legislação da
época não admitia duplicidade de
nomes de cidades. Como havia mais de
duas cidades brasileiras conhecidas
por Itaporanga, a lei da época
determinava a mudança de nomes. |
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No
entanto, o reconhecimento da vila
como Irapiranga não durou muito,
passou a ser novamente chamada de
Itaporanga, só que dessa vez com o
sobrenome D’Ajuda, para se
diferenciar das demais.Hoje,
passados 152 anos de história é
possível fazer uma leitura do
passado da cidade. Seu passado está
no rosto mestiço e negro das pessoas
que aqui residem, nos monumentos
existentes, no rico folclore, tão
bem visualizado na bandeira
municipal.Leia
mais
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